ENSAIOS DO BLOCO CARNAVALESCO AFRODUM 2018 - QUILOMBO BURITI DO MEIO - CARNA BH

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

ENSAIOS DO BLOCO CARNAVALESCO AFRODUM 2018 - QUILOMBO BURITI DO MEIO













O BLOCO CARNAVALESCO AFRODUM REALIZARÁ UMA HOMENAGEM AO QUILOMBO BURITI DO MEIO (NORTE DE  MINAS) EM 2018 EM SEU DESFILE  DE RUA  NO CARNAVAL DE BELO HORIZONTE 

EM COMEMORAÇÕES DOS 50 ANOS DO GRUPO ODUM ORIXÁS NA CAPITAL MINEIRA , 1972-2022



CONHEÇA UM POUCO DA HISTÓRIA DO QUILOMBO

Origem das informações:
 http://quilomboburitidomeio.blogspot.com.br/2008/10/comunidade-quilombo-buriti-do-meio.html

A Comunidade Quilombo Buriti do Meio

A HISTÓRIA DO QUILOMBO


O Quilombo recebeu o nome de Buriti do Meio, devido em suas laterais existirem dois Buritis; sendo: Buritizinho do Morro de um lado e Buriti Grande do outro, daí o Quilombo ficou no meio dos dois, designando assim o nome "Buriti do Meio". Os primitivos do Quilombo viviam da caça, das plantas nativas e da colheita das roças que plantavam como milho, feijão, mandioca, arroz, fava, andu, etc. Segundo os mais antigos, relatam que aqui existia uma nascente que corriam águas no decorrer do ano todo, e na beira dessa nascente eram plantados o arroz de onde tiravam o alimento para o sustento. Com o passar dos tempos, essa nascente secou devido as queimadas e desmatamentos. O artesanato como todo, nunca deixou de existir na comunidade, porém em tempos antigos, nossos antepassados passaram por imensas dificuldades com a comercialização das peças, pois o único meio de transporte que existia era o cavalo. Muitas vezes os artesões saiam a pé com peças na cabeça para vender em fazendas e cidades vizinhas, se não conseguissem vender a dinheiro, usavam a técnica do escambo (troca de um produto por outro). Demoravam dois ou três dias para chegar ao local onde procuravam vender as peças ou fazer o escambo, nesse intermédio dormiam em casas de desconhecidos, que por sua vez forneciam alimentos para ajudar a eles. 

Essas peças produzidas no Quilombo forneciam todo município de São Francisco. 
As casas que existiam aqui eram feitas de pau a pique e cobertas com palhas de coqueiro ou bagaço de cana. A cultura da dança aqui também nunca deixou de existir tendo em vista, as danças que existiam antigamente e que existem até hoje é a da folia, landu ou sussa, cantigas de roda como; "morei na Bahia", "ciranda" e a "dança da coruja".

 Em 1994 foi fundada no quilombo uma associação sendo o primeiro presidente o Sr Nicolau Gonçalves de Oliveira, essa associação foi fundada através de conselho vindo de pessoas da cidade como pessoas da EMATER na qual diziam que seriam importante o quilombo se reunir e formar uma associação. Com essa associação foi crescendo e aumentando o número de sócios, principalmente quando entrou o presidente Sr Claudionor Souza da Silva, assim bombou o Nº, pois conseguiu bastantes melhorias para a comunidade . Com relação à saúde- antes que não existiam um PSF(ponto de apoio à saúde) . Teriam de ir até a cidade em qualquer circunstância de doença, às vezes iam de cavalos ou até mesmo a pé, dormiam em arraiais por perto, para depois chegarem até à cidade. Sendo que as cidades mais perto da comunidade se integravam Brasília de Minas e São Francisco. Acreditavam-se em curadores, que por sua vez fazia um certo tipo de reza na pessoa, com isso levou em consideração a cura por "curadores". 

...

Localização e melhorias na comunidade.



A comunidade Quilombola Buriti do Meio é situada no Distrito de Vila do Morro, no Município de São Francisco no norte de Minas Gerais. Tendo em vista que a população da mesma é formada por pessoas da mesma parentela, segundo os mais idosos que existe na comunidade, disseram que as famílias surgiram a partir de um quilombo negro que veio de Grão Mogol tendo por nome Sr. Eusébio Gramacho esse foi o primeiro morador da comunidade. A partir daí foi surgindo os filhos, netos e bisnetos do mesmo e a população foi crescendo de tal forma que hoje existe na comunidade uma população de mais de 700 (setescentas) pessoas todas remanescentes de quilombo. Existe também algumas comunidades vizinhas que também faz parte da mesma família, como:
A comunidade por nome de Caiçara
Comunidade por nome de Imbú Cabeludo
Comunidade por nome de Querosene

Essas três comunidades citadas acima também são remanescentes de quilombo, porém moram em comunidades diferentes. A 2ª comunidade citada(Imbú Cabeludo) ainda vivem em situações precárias, pois lá não existem ainda água nas casas, segundo os moradores dessa comunidade usam-se águas de cisternas abastecidas por caminhão pipa que é vindo se São Francisco. Lá não existem nenhuma criação, como porcos, galinhas e gado isso porque não existem espaço suficiente para tais criações.
Na nossa comunidade já melhorou bastante depois que foi reconhecida como remanescentes de quilombo, pois tivemos bastante benefícios como da Funasa, do INFC, Banco do Brasil, DNOCS etc.
Graças a essas entidades hoje temos na comunidade muita melhoria como:
Saneamento sanitário (construção de 105 banheiros dentro da comunidade) pela Funasa.
Construção de 04 Galpões para fabricação e comercialização das peças artesanais, 02 micro tratores e um caminhão F.350 tipo baú pelo INFC.
Telecentro Comunitário ( projeto de inclusão digital) pelo Banco do Brasil.
Canalização de água para todas as famílias, etc.
Com essas melhorias implantadas dentro da comunidade, esperamos que futuramente conseguiremos um grande sucesso em prol da comunidade.

Para mais informações entrar em contato com, 
quilomboburitidomeio@gmail.com.

Claudiomar
(Monitor de informática no telecentro comunitário de Buriti do Meio.)
 Postado po Klaudio Lhuiz 


CONFIRA  A AGENDA DE ENSAIOS DO BLOCO AFRODUM 2018




 Convite

Em 2005 a Associação Cultural Odum Orixás  desafiou e participou dos  desfiles  de carnaval da cidade na Via 240, no bairro Primeiro de Maio,  na categoria de blocos de afoxés de Belo Horizonte,  com 200 integrantes  na avenida. O bloco ganhou várias condecorações pelo  desempenho, ficando em segundo lugar  entre os participantes. 
O bloco trouxe como enredo  "Zumbi dos Palmares" com música de autoria de Leo de Jesus.
O desfile contou com alegorias de bonecos gigantes negros que traziam a referência das  diversas etnias africanas que vieram para o Brasil.  Baianas com a Lavagem do Bom fim com suas roupas todas brancas, percussão  de tambores  artesanais  sobre  rodas andaram na avenida. 
Desde então muitos aguardaram o retorno do bloco, mas acabaram os desfiles dos blocos de afoxés na avenida do samba. A anos foliões pedem o retorno do bloco e propostas não faltaram. Por isto a Associação Cultural Odum Orixás aproveita este  momento oportuno   para  apresentar aos amigos, e simpatizantes o seu retorno como  bloco de rua "AfrOdum".
O seu retorno em 2018,  tem como propósito integrar às comemorações dos 50 anos do coletivo Odum (1972- 2022) e com isto se unir à coletivos culturais e sociais da Cidade para animar as ruas num desfile tradicional afro brasileiro.
O bloco terá seus  ensaios  na sede: Rua Pouso Alegre- 854, subsolo, B. Floresta - BH/MG

Convidamos a você, seus amigos, parentes e seu coletivo para vir conosco nesta magia  afro brasileira se encantar, cantar e dançar no carnaval de Belo Horizonte em 2018. 
Axé a Tod@s e Todos.

                                                                                                Belo Horizonte 

                                                                                         Novembro  de 2017

Coordenação geral

Adelson Sabará
Associação Cultural Odum orixás -1972


 Confira algumas personagens deste bloco


































http://odumorixas.blogspot.com.br/2017/12/bloco-carnavalesco-afrodum-2018.html

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