GRES- Cidade Jardim - CARNA BH

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

GRES- Cidade Jardim

No início da década de 1960, amantes do samba manifestam a vontade de transformar o carnaval belo horizontino em algo mais grandioso, com uma estrutura semelhante à do carnaval carioca. Partindo desse desejo, em 13 de abril de 1961, Jairo Pereira da Costa, seguido por outros componentes da Escola de Samba União Serrana, funda o Grêmio Recreativo Escola de Samba Cidade Jardim. Dois anos depois, vem o primeiro dos 18 títulos no carnaval de rua de Belo Horizonte, 11 deles consecutivos.
Em 1974, uma nova sede da Cidade Jardim é construída no Conjunto Santa Maria, região Centro-Sul de BH. O espaço é voltado tanto para os ensaios e confecção dos adereços carnavalescos quanto para atividades culturais ligadas à música, dança e artesanato.  São os tempos áureos dos desfiles na capital. A escola consegue levar cerca de 1500 integrantes para a avenida, entre eles a passista Pinah, Nego e Neguinho da Beija Flor, o cantor Fernando Ângelo e, antes mesmo da construção da sede, o ex-presidente do país, Juscelino Kubitschek.
De 1992 a 2002, não há desfiles oficiais na capital. O carnaval vai perdendo parte do seu brilho e recebe cada vez menos investimentos. No final desse período, em 2002, morre Jairo Pereira da Costa, fundador da Cidade Jardim. O samba fica mais triste, mas os outros componentes da escola não deixam o carnaval acabar. Belo Horizonte também não – os desfiles voltam a acontecer.

GRES- CIDADE JARDIM 


História

Pouco tempo depois, no ano de 2004, outro fato triste bate às portas da Cidade Jardim. A escola, única com espaço próprio para desenvolver as atividades carnavalescas, recebe um mandado de despejo para a construção de uma Unidade Municipal de Ensino Infantil (Umei), colada à quadra. Os integrantes se manifestam, defendendo que a implantação da Unidade não deve redundar no fim das atividades culturais. Mesmo assim, em agosto de 2008, a Escola é despejada. Só em fevereiro de 2009, não a tempo de desfilar, a Cidade Jardim volta para casa. Agora é tempo de recomeço. Projetos como o Samba da Quadra e a Escola de Artes e Ofícios Jairo Pereira da Costa estão aí para mostrar que o samba não morreu, e nem vai acabar.
Desde 1961
A Escola de Samba Cidade Jardim é uma das agremiações mais tradicionais do carnaval de Belo Horizonte. Desde 1961, ano de sua fundação, foi 18 vezes campeã, sendo 11 delas consecutivas. Um recorde nacional.
Hoje, contudo, a tradição dos desfiles carnavalescos atravessa um momento de grave crise na capital. A falta de recursos e incentivos públicos conduziu ao sucateamento de agremiações tradicionais, que viveram um passado de glórias, mas atualmente encontram dificuldades para se manter em funcionamento. Diante desse quadro, a entidade trabalha pela revitalização da cultura do samba na capital. A proposta é fortalecer as escolas locais e revitalizar a disputa na avenida, resgatando o brilho das décadas de 1970 e 1980, época de ouro das apresentações carnavalescas na cidade.
Sediada no Conjunto Santa Maria, na região Centro-Sul de BH, a Cidade Jardim é um importante patrimônio cultural da comunidade e da capital. Não só por seu histórico de defesa do carnaval mineiro, mas também por sua atuação comunitária.
Mais do que apenas um reduto do samba, a Escola se propõe a ser um espaço público, de encontro e convivência, acessível a toda população. A quadra da escola está permanentemente aberta a eventos e apresentações culturais. Paralelamente, são realizadas no local oficinas abertas a toda comunidade.
Ballet, Jiu jtsu, Capoeira e percussão são algumas das oficinas que já funcionam no Espaço. Aos sábados o Morro recebe Belo Horizonte, O Projeto “Samba da Quadra”, que nem completou um ano , já faz parte da agenda dos amantes do Samba. Morro, Asfalto, sem raça e religião, samba democrático para todo mundo sambar.

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